Frio

Venho de um lugar frio

onde as cores se escondem

metade do ano

atrás do cinza e da umidade.

Quietude e contemplação

jogando com a melancolia

corpo encolhido buscando calor,

guarda todas as luzes que não vê.

Movimento todo dentro

energia como o calor do chimarrão

que contraponto é este

que me tira do chão?

Menina pequena perguntadora

me pega da mão e

me leva embora,

cruza o mar , viaja longe.

Recolhe todos os sois,

reconhece todos os portos,

todas as luzes,

todas as cores.

E brinca, joga, brilha,

canta, conta, inventa

histórias e personagens,

e sonha colorido.

Menina me diz

“vem comigo que sou eu teu lugar”

voltam as duas, e as duas que eram,

viram uma só, grande.

Voltam pro frio, lugar cinza, umidade.

Mas agora, as cores brotam,

lugar cinza transformado,

iluminado por todos os sóis que leva em si.

 

14 de junho de 2012

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