Tribute to Pauline Oliveros

Introduction

On September 13, 1970, a young composer named Pauline Oliveros (1932-2016) published in The New York Times an article entitled “And Don’t Call Them ‘Lady’ Composers”, Ms. Oliveros addressed an unasked yet (tellingly so) critical question: “Why have there been no ‘great’ women composers?” Her argument is guided by a questioning of critical, historiographic and technical discourse. Oliveros explained how the cult of innovation constructs figures of “greatness,” and to what extent society promotes the virilization of these discursive models.

 The legacy of Pauline Oliveros is underlined by non-normativity, her work at the Tape Music Center in San Francisco, and the consolidation of her “deep listening” composition method materialized in the Deep Listening Institute of New York. How, based on these terms, is a method of composition of experimental sounds possible? There are several texts of the author, organized by Deep Listening publications, available: “1. All Four “(1998),” 2. Breaking Boundaries “(1996),” 3. Dissolving Your Ear Plugs “(2006),” 4. Ear Rings “(1995),” 5. Earth Ears: A Sonic Ritual “(1989),” 6. The Inner / Outer Sound Matrix “(2007),” 7. The Witness “(1989),” 8. Wind Horse “(1989). Other texts, such as “Deep Listening: A Composer’s Sound Practice,” are like seeds that composers saw on their path: not will grow, path unfollowed, and perhaps spontaneously sprouting seeds and laying tracks of their own, leading to new pastures or forests, paths opened by Pauline Oliveros.

 This invitation of Pauline Oliveros was undertaken by a group of composers who set out to explore this forest path, responding the “III Encuentro sobre estudios sonoros y creación experimental” call (III Encounter on sound studies and experimental creation) of the University of Costa Rica. The result is an EP produced in collaboration with the New York Record label Irreverence Group Music under my curatorship.

 The curatorship of the album was realized studying how these composers thought about the sound experimentation, the deep listening proposed by Pauline Oliveros. Technology, crafts, space architecture, sound design, digital and analog were thought from feminism, in their proposals of electronic music, electroacoustic, ambient, soundscape and sound art, weaving a dialogue with the possibility of deep listening.

?Finally, the question, our first question, “where are the great women composers?” proves another provocation: why we need women composers in the terms of greatness built by/for the patriarchy and the western canon? Terms based on the colonizing system of listening that is “music,” as a model imposed by nineteenth-century “universalisms” and their methods of disciplining the body, time and space. Terms based on the hierarchy of the normative institutions of the national states, their discourses on great neoliberal leaders, dictators, and presidents, whose sound counterparts are the “great composers.”

 Susan Campos-Fonseca, PhD.
Composer & Writer
Tribute to Pauline Oliveros, Curator

Track listenings

 Tribute to Pauline Oliveros

 01. Out of Nowhere (Ana María Romano G)
02. En busca de un sonido azul (Andrea Cohen)
03. Klapotetz (Elisabeth Harnik)
04. Collage (Fernanda Rocío Huamán Pino)
05. Cometa de sombras (Mariela Arzadun)
06. Media (Heráclita Efesa)

07. Two Houses (Isabel Nogueira)

08. Airomem Ne (Itzel Noyz)

09. Mandala de 13 puntos (Karina F. Villaseñor)

10. Libélulas I (Ligia Liberatori)

11. Pianohedro 2 (Maia Koenig)

12. Eco de un espacio vacío (Mar Alzamora-Rivera)

13. Fragmentos de un sueño (Natalia Montoya)

14. Pio (Renata Roman)

15. Niña mirando estrellas (Susan Campos-Fonseca)

16. Bye Bye Pauline Butterfly (Tania Rubio)

https://www.irreverencegroupmusic.com/paulineoliveros

Kbeats Vol.3

https://kinobeat.bandcamp.com/album/kbeats-vol-3-m-sica-eletr-nica-meridional

Através de 12 músicas a coletânea KBeats vol. 3 – Música Eletrônica Meridional, busca mapear e fomentar parte da nova produção de música feita no Rio Grande do Sul. Com um recorte de trabalhos que se utilizam de recursos digitais e eletrônicos em seus processos de criação, a compilação não se restringe a nenhum gênero musical, estimulando e valorizando a pluralidade local.

A coletânea é um espaço para divulgação de músicas feitas em 2017, de artistas que mesmo com influências do passado, criam sons que só poderiam ter sido criados hoje, com a chancela de micro evoluções tecnológicas que surgem a todo instante. Além da promoção no tempo presente, essa seleção se propõem a ser um arquivo temporal, um registro do espírito criativo de um determinado grupo de pessoas e período.

Mesmo que o foco seja amplo, o recorte curatorial de forma intuitiva favorece em maior parte trabalhos com estruturas rítmicas associadas a música de pista, sejam elas em tempo lento ou acelerado. Mas o flerte com a música experimental e exploratória é mais do que superficial, é uma estratégia pensada de infiltração e visibilidade, em busca de ouvintes menos treinados, que entre um House, Pop ou Techno, vão esbarrar em um Bytebeat nervoso criado em linguagem C.

A maioria dos artistas são debutantes em lançamentos, reforçando o frescor e importância para a posteridade do registro. E os artistas já iniciados também compartilham da mesma vivacidade dos iniciantes. Onde estarão esses artistas e suas músicas em 2027? Assumiremos algum protagonismo e especificidade com a música eletrônica produzida no Rio Grande do Sul? Atualmente não existe uma unidade e muito menos um som que caracterize a geolocalização no paralelo 30 e cercanias, mas quem sabe teremos rastros de uma produção para ser analisado nos próximos anos que nos responda essas perguntas.

A coletânea é uma iniciativa do Festival Kino Beat de arte eletrônica e tem a curadoria de Gabriel Cevallos.

www.kinobeat.com

 

desfazendo genero!

DESFAZENDO PERFORMANCES: GÊNERO, RAÇA/ETNIA E SEXUALIDADES NAS SONORIDADES, VISUALIDADES E EXPERIÊNCIAS CULTURAIS E ARTÍSTICAS

Coordenação: Dra. Fernanda Capibaribe (UFPE), Dra. Laila Rosa (NEIM?PPGNEIM e PPGMUS/UFBA), Dra. Isabel Nogueir (UFRGS) e Prof. Dra.  Norma Mogrovejo (Universidad Autonoma de la Ciudad do México/UACM)

Últimos Babados

WISWOS

WISWOS is delighted to announce that we have been awarded the Research in a Box grant.

‘Research in a Box’ is a loanable kit aimed at GCSE or A-Level school students that fits in with the appropriate curriculum and at the same time showcases resources used by researchers. The aim is to inspire the next generation of researchers and to aid in the transition of pupils from school to University.’ (Lancaster University)

The aim of the box is to first, make practical interventions into the current pedagogical apparatus for the teaching of sonic technologies in schools, and second, to interrogate and generate the construction of virtual and physical sites of knowledge exchange on gender, sound and technology.

Discussions and focus groups with young women and teenagers at the WISWOS symposia, which began in 2015, indicated that girls felt the model for the teaching of technology and music was inherently gendered and excluded their participation with these subjects. Recent research shows that it is increasingly clear that existing ideologies of gender and technology are being absorbed into pedagogical constructs shaping the teaching of music technology and influencing the perception of technology in general.

The loanable box will contain a series of toolkits for would be noise makers, tutorials on sound design, instrument building and live coding. We will also be commissioning women makers and composers to create tutorial videos for young girls to access, which will be located on a dedicated learning website. The boxes will be available from Lancaster University from September 2017.

Linda O Keeffe, Rebecca Collins

With thanks to the core network for consulting on this proposal
LizDobson
Andrew Deakin (Octopus Collective)
Milena Droumeva
Lisa Busby
Lilian Campesato
Isabel Nogueira

sobre o tempo dos caranguejos

Um bilhete escrito à mão no armário da cozinha,

à lápis,

Uma letra de musica rascunhada, frente e verso.

Algumas palavras tachadas e substituídas por outras.

Leio e relembro a melodia da canção e penso que nunca gravei.

Penso se teria escrito em algum caderno, ou em um arquivo do computador

Ou só ali

Entre a lista de supermercado, a receita de bolo, a indicação de homeopatia

Tirar isto dali e guardar em outro lugar

Antes que eu esqueça dela (de novo, pensei)

Fico feliz de pelo menos não ter que dar conta de um desenvolvimento disto

Mas talvez tenha que fazer, um dia

(Melhor guardar)

Sim, assim que terminar o café eu guardo.

Podia escrever um texto sobre isto:

Sobre a efemeridade das coisas

Sobre os descaminhos da canção

Sobre o processo criativo misturado ao cotidiano.

(segue lá, a canção)

Vim escrever, guardo depois.

Não importa quantos meses demore.

Entre o tempo de maturação dos caranguejos e minha organização peculiar.

(guardei)

19 de março de 2017